Amigos, amigos….música a parte

Há luz no fim do túnel de Seattle

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Em meio a bandas que consagram o virtuosismo instrumental, considerado por alguns o máximo da chatice e punhetagem, e outras tantas que cultivam o jeito Wolfmather de ser, ou seja, uma pitada de hard rock dos anos 70 e o jeito “cool” do stoner rock e “new rock”, existem grupos que fazem a gente pensar “putz, há luz no fim do túnel, afinal”.

Uma dessas bandas é o Kinski, vindo de Seattle….isso mesmo, a cidade natal de Jimi Hendrix, e que na década de 90 ficou conhecida pelo boom que modificou os rumos da música rock, o grunge. Formado em 1998 e com seis discos na bagagem, o Kinski é um dos carros-chefes do famoso selo independente Subpop, fazendo um rock instrumental vigoroso e experimental, cheio de “guitarradas”, solos comedidos mas eficientes, com um som influenciado por várias vertentes da música, chamando a atenção pela desconstrução, comum em suas canções, dando um novo sopro de vida ao post-rock. Em suas músicas, podemos observar cada banda que influencia e dita o ritmo do Kinski, mas de certa forma eles misturam as influências, fazendo uma coisa totalmente renovadora e interessante.

Eles acabam de lançar o álbum “Down Below It’s Chaos”, mas não é esse o disco que irei colocar aqui para download, e sim o anterior, o fantástico “Alpine Static”, lançado em 2005, e que mostra que o instrumental não é só jazz ou Vangelis“Hot Stenographer” e não é o virtuosismo progressivo de alguns grupos por aí. Recomendo as músicas , que abre o disco, além dos petardos “The Wives of Artie Shaw” e “Hiding Drugs in the Temple (Part 2)”, e se você quiser um pouco de experimentação, as boas pedidas são “The Snowy Parts of Scandinavia” e “Spacelaunch for Frenchie”.

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Kinski – Alpine Static

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outubro 2, 2007 Posted by | Kinski, post-rock, Seattle, Subpop | Deixe um comentário