Amigos, amigos….música a parte

E mais um Goiânia Noise se foi….

novaimagem2bmp.jpg

E mais uma edição do Goiânia Noise Festival foi feita. Foi praticamente uma semana em que a cidade respirou música. Já na terça-feira dia 20, houve ciclos de palestras e debates no Centro Cultural Goiânia Ouro. Jornalistas do calibre de Ana Maria Bahiana, Sérgio Martins e José Flavio Jr. deram o ar de sua graça, discutindo sobre jornalismo musical feito no Brasil. Pessoas importantes ligadas à produção cultural como Sone Juliana (Rumos Música Itaú Cultural), apareceram também, para falar um pouquinho sobre o que está acontecendo em termos de música nesse Brasil varonil. Gente de outros países passaram pelos microfones do Goiânia Ouro, falando sobre os festivais que acontecem no Hemisfério Norte, com Jan Keymis, um dos organizadores do Pukkelpop Festival, que acontece anualmente na Bélgica, e Daniel Seligman, que faz o Pop Montreal no Canadá, evento que lançou e lança bandas canadenses, como Arcade Fire, The Dears, Feist e Broken Social Scene.

 

E deixando o falatório de lado, que o negócio é a prática, ou seja, música, às sete horas da noite (mas ainda era dia) o festival foi aberto pela goiana Mugo, e daí por diante foram várias horas de rock’n’roll bem tocado, de variados estilos, até o fechamento no domingo pelo internacionalmente conhecido Sepultura. Do folk-rock de Diego de Moraes, passando pelo experimentalismo da americana Battles, o pop do Pato Fu, chegando ao metal do Korzus foram três dias de pura diversão, com cerca de 40 bandas se revezando entre os dois palcos instalados no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

Apesar dos sérios problemas técnicos de som e de acústica no Palácio da Música, onde estava o palco principal, que atrapalhou o brilho de bandas como The DT’s, Ecos Falsos, Pelvs e Superguidis, o balanço do festival foi positivo. Antigos estilos de rock revisitados e novos rumos musicais foram apresentados pra mais de mil pessoas que rondavam as dependências do centro cultural. Artistas consagrados dividiram palco com as novas sensações do rock independente, numa harmonia só vista em festivais assim, como o GNF.

Teve de tudo. Chuva torrencial no show do Motosierra, apresentação do novo guitarrista da Motherfish, catarse coletiva no blues-garage do chileno Perrosky, encenação erótica no Júpiter Maçã, cover do Clash feito pelo Mundo Livre S/A, tapas e cabelos engolidos na apresentação do Mechanics, drinque de vodca com refri servido numa panela durante o show do Wollongabbas, olhos arregalados durante a performance da Battles, metaleiros subindo ao palco, correndo de seguranças e dando incríveis “mosh” no show do Sepultura.

Assim, a 13º Edição do Goiânia Noise Festival entra definitivamente nos anais da música independente nacional e no rol dos melhores festivais de músicas que acontece no país, fazendo com que Goiânia perca absolutamente o rótulo de “Capital do Sertanejo”, para ser uma das cidades mais fervilhantes em termos de produção cultural e musical desse Brasil. Que venha mais ano que vem.

 


Anúncios

novembro 28, 2007 Posted by | Goiânia Noise, Mundo Livre S/A, The Battles, The DT's | Deixe um comentário