Amigos, amigos….música a parte

a dança do salmão

Os Chemical Brothers acabam de lançar seu novo disco, chamado “We Are The Night”, e o segundo single deles se chama “The Salmon Dance”, um big beat com o rapperFatlip nos vocais. O clipe é um dos mais legais que já vi nos últimos tempos, e a música, boa como só os “irmãos químicos” sabem fazer. Dêem uma sacada aí:

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setembro 27, 2007 Posted by | Uncategorized | , | 2 Comentários

They don’t exist

Uma das piores coisas que se podem acontecer com uma banda é um jornalista ou um blogueiro não citá-la em um artigo ou post, principalmente quando se é um festival e a própria fecha a noite. tudo bem que o referido foi embora mais cedo e não viu a banda, tava com preguiça e não quis assistir, ou a banda é “desconhecida”, não faz parte de gravadora e não é “amiguinha” do cara que escreveu a resenha, ou não faz o tipo de som que agrada…… foda-se, mas pelo menos alguma linha, falando bem ou mal, teria que ser escrita.

Imagina, cinco grupos musicais tocam numa noite, o blogueiro escreve sobre quatro, e “esquece” a última….não é “ranço”, ou despeito, ou inveja, ou se achar demais…porra…..alguma coisa tá errada aí. Ainda mais quando é um cara de respeito na cena musical, tem banda, escreve em revista importante, faz programa de rádio e o escambau, e simplesmente não fala nada a respeito da última banda que toca numa quinta-feira a uma hora da manhã e que faz um som post-rock único em Goiânia. Qual que é o problema? O que há de errado com o resenhista? O que há de errado com a banda? Ele não gosta do som? A banda não é “amiga” dele? A banda não faz parte da cena roqueira goiana? A banda não é de gravadora independente? Será que os caras da banda são tão insignificantes assim que não merecem nem uma linha na “resenha” do tal blogueiro?

É…tantas perguntas e respostas as quais não cabe escrever aqui, porque uma pessoa com um mínimo de inteligência e frequentadora da cena rocker goiana sabe a verdade…né não?

E a banda referida continua a seguir o seu ritmo, sem pagar pau pra caras de gravadora independente, ser amiguinha de resenhistas e blogueiro, e metendo o dedo na ferida de certas pessoas e movimentos.

/ao som de Lambhcop “Crackers”

setembro 24, 2007 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Goiânia Noise Festival divulga primeiras atrações

Dizem que 13 é um número que dá azar. Será? No caso do Goiânia Noise Festival, certamente é um número mágico. Afinal de contas essa é provavelmente a edição mais sensacional do evento até hoje. Com exclusividade para a TramaVirtual, a equipe do Noise cedeu alguns dos nomes que se apresentarão no festival.

O primeiro deles é o Battles, grupo norte-americano de math rock que lançou esse ano o ótimo Mirrored, seu primeiro trabalho oficial. A apresentação da banda deve deixar todo mundo boquiaberto, já que o quarteto faz um som poderoso o qual não dá pra ficar indiferente. The Legendary Tigerman, projeto-de-um-homem-só do português Paulo Furtado, já tocou no Abril Pro Rock em 2005 e agora volta ao Brasil para mostrar que apenas um sujeito é suficiente pra fazer boa música.

Outro nome que marcará presença na 13ª do Goiânia Noise é o duo chileno Perrosky, com seu folk de garagem que foi sucesso na última Bafim, a Feira Internacional da Música de Buenos Aires, na Argentina. Dos Estados Unidos vem a banda The DTs, que mescla rock dos anos 70 com música negra. Certamente não decepcionará as adeptos da jaqueta de couro.

Dono de ótimas composições pop, o argertino Sebastian Rubin chega ao Brasil para provar que nem só de rock vive seu país. Ele lançou em 2007 o disco Esperando el Fim Del Mundo e desembarca por aqui com sua banda, Los Subtitulados.

Mas os roqueiros de plantão podem ficar tranqüilos: os uruguaios do Motosierra também tocarão no Noise desse ano. O quarteto, que costuma se apresentar bastante no sudeste do país, se apresenta pela primeira vez em Goiânia. Fechando essa lista inicial de 10 nomes estão os ótimos MQN, Mechanics, Ecos Falsos e Mundo Livre S/A.

Serviço

13º Goiânia Noise Festival
23 a 25 de novembro

Para mais informações acesse: www.goianianoisefestival.com.br

Retirado do Tramavirtual (http://www.tramavirtual.com.br)

setembro 17, 2007 Posted by | Goiânia Noise, math rock, Mundo Livre S/A, The Battles, The DT's | 1 Comentário

Pros meus amigos que ADORAM Violins

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Aê…vcs tavam pedindo Violins, pra disponibilizar o Tribunal Surdo e tals. Especialmente para os meus “kamarad” que “desciam a lenha” na banda goiana, viram o show (de graça, by the way) e cantaram a plenos pulmões junto com o Beto Cupertino…tá aí o link pra vcs:

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http://rapidshare.com/files/28823472/Tribunal_Surdo.zip.html

Marquinhô, putas com HIV no ombro pra ti!

ao som de The Pogues“Fairytale of New York”

setembro 11, 2007 Posted by | Violins | 2 Comentários

Oi…eu tenho um blog

“Mas é que se agora
Prá fazer sucesso
Prá vender disco
De protesto
Todo mundo tem
Que reclamar…”
“Eu vou tirar
Meu pé da estrada
E vou entrar também
Nessa jogada
E vamos ver agora
Quem é que vai güentar…

Raul Seixas – “Eu Também Vou Reclamar”

Bem….eu não sou o Lúcio Ribeiro, mas sei também colocar letras pra ilustrar textos, e nada mais do que disponibilizar duas estrofes dessa música irônica do Raulzito para sublinhar a escrita a seguir. Ele que tá certo, não adianta esbravejar, tem que nadar a favor da corrente, pra ver se pega alguma “rebarba”, porque na música não existe moral….por acaso existe um Conselho de Ética de Música Mainstream, ou uma Comissão de Constituição e Justiça do Independente? Ao que eu saiba, até agora, não. Então tem que ser cara-de-pau e se utilizar dos meios, abusar independente de quais os fins.

Diante disso e de muitas leituras bukowskianas, decidi tirar o verbete “vergonha na cara” do meu dicionário e apelar. Que fique claro que eu também quero gozar das regalias da música independente….porque ja tive vários blogues, e alguns até “famosinhos” e nunca me dei conta do instrumento de poder que tenho nas mãos.

Então fica assim, daqui por diante eu quero usufruir dos direitos que eu tenho, porque sou blogueiro de música (o que quer que isso signifique), e por conta de “alguns” favores (elogios a bandas, contatos, resenhas de shows e discos), entrar de graça nos eventos, viajar para o Brasil inteiro cobrindo eventos como o Calango, Jambolada, Goiânia Noise, MADA e Abril Pro-rock, além de ter uma coluna numa revista impressa ou virtual, e quiçá um programa de rádio (que podcast o quê?!? eu sonho alto, tá sabendo?!). Ah, e não esqueçamos que diante disso, estarei divulgando minha banda e ela fará shows, gravará um disco decente….sendo destaque no Tramavirtual.

Pô, eu não sei se fui o primeiro, mas faz uns quatro janeiros que tô publicando textos na world wide web, e convenhamos….tenho que ter algum respaldo né? Eu? Jornalista? Ué…e pra saber escrever precisa ser um? Se todo mundo é canastrão, eu também serei…oras.

E faz assim, se você fizer amizade comigo, não falo mau da tua banda…..bem…só um pouquinho pra não dar na cara…ok?

E que fique claro que faço isso não por amor a música, que isso é balela.

E viva o lobby na mídia independente…..isso sem falar nos conchavos com produtores, além de uma cervejinha, que ninguém é de ferro. 

/ao som de Kinski“Newport”

setembro 6, 2007 Posted by | lobby | 4 Comentários

Shellac – “Excellent Italian Greyhound”

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Para quem acha que The Battles ou o Debate são as novas sensações do momento do mundo indie, quero introduzir uma banda que faz o bom e velho math rock desde 1992, o Shellac .Formado por nada mais nada menos que Steve Albini (isso mesmo….produziu o famoso e polêmico In Utero do Nirvana, além de clássicos do alternativo americano como Surfer Rosa dos Pixies), mais o baixista Bob Weston e o baterista Todd Trainer. Debutaram com um álbum “full” em 94, participaram de várias compilações e alguns EP’s, mas ficaram “famosos” mesmo com o fantástico álbum 1000 Hurts, lançado em 2000. Tiveram um hiato de sete anos, até lançarem o quarto disco, do título acima, lançado pela gravadora independente Touch and Go Records, famosa pelo catálogo de bandas do naipe de Man or Astroman, Jesus Lizard, Calexico, Blonde Redhead e os “hypes” Yeah Yeah Yeahs, CocoRosie e TV on the Radio.

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“Excellent Italian Greygound” segue a mesma linha dos álbuns anteriores, um rock diferente, estranho, simples e complicado, algumas vezes melodioso, outras vezes mais pesado que o ar, cantado (falado) de uma maneira totalmente demente (proposital), com linhas de guitarra e baixo que beira à hipnose, sem seguir a famoso famoso versus/chorus/versus. Músicas longas de oito minutos com spoken words (“The End of Radio“), peso e rapidez (“Boycott“), demência burra e brutal com tiques (“Be Prepared“), músicas pop de gosto fácil mas nem por menos geniais (“Spoke“), além de uma alfinetada no “hype” (“Steady as She Goes“) fazem parte desse fenomenal disco, e vemos que sete anos não tiraram a criatividade e não criou ferrugem nas mãos dâ banda. Um disco pra ser apreciado, e digo que já figura na minha lista de melhores álbum do ano.

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Entre nesse link para baixar o álbum inteiro

/ao som de Patife Band“Chapéuzinho Vermelho”

setembro 3, 2007 Posted by | Debate, math rock, Shellac, Steve Albini, The Battles | 1 Comentário

E viva a demência musical!

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Nesses tempos de bandas “revival” dos anos 70 e 80, grupos que prezam a batida eletrônica com letras em inglês, misturado com um rock de fácil digestão, é sempre um prazer ver caras tocando aquilo que quer, fazendo uma música diferente, com uma orginalidade absurda, sem se importar com rótulos e sucesso “underground” e radiofônico. Seria muito fácil montar uma banda de “stoner rock” ou “emocore” (porque é isso que faz a cabeça das pessoas) pré-fabricada…mas e a sinceridade….onde fica? Então quando eu vejo bandas com um som diferente do comum, eu me emociono.

E foi com essa emoção que eu assisti dois shows ontem no primeiro dia do Festival Vaca Amarela, dois grupos com tamanha demência, mas ao mesmo tempo genial na arte de fazer música. O primeiro é o Trilobit, quarteto paranaense, que faz um som instrumental calcado no funk, surf music e rock básico, com um adicional, um dj que insere maluquices ao som, falas e barulhos bizarros. A influência de Man or Astroman é clara, com alusões a ficção científica e filmes de terror B, além de usarem macacões no palco, lanternas na cabeça (daquelas que mineiros e quem vai em cavernas usam) e nomes bizarros, inclusive o baixista veste uma fantasia de gorila no palco. Mas o Trilobit vai mais além dessa estética marciana, e faz um som bastante dançante, divertido e interessante, que vai além dos rótulos de electro-rock, tão em voga nos dias de hoje.

Fiquei boquiaberto também com o Satanique Samba Trio, a segunda banda dessa resenha. Esse foi o segundo show desse grupo de Brasília que eu vejo, e nas duas vezes eu fiquei estupefato. Formado em 2004 e com dois discos na bagagem, o Satanique é uma daquelas bandas que fazem dar um nó na sua cabeça, com um som muito diferente do usual. Pegando o samba como mote e desconstruindo-o totalmente de forma desconcertante, esse grupo conta com um guitarrista, um baixista, um baterista ao estilo dos grandes do jazz, um cara no cavaquinho com um pé na distorção (literalmente) e outro nos instrumentos de sopro (sax e clarineta). O samba é a inspiração, mas Karlheinz Stockhausen, Vanguarda Paulista, Hermeto Pascoal, o jazz, a música minimalista do século XX e a composição atonal são as referências para fazer uma música demente, “burra” e hipnótica desse grupo candango.

É por essa e outras bandas que eu ainda acredito na música e nos festivais, onde a gente muita coisa que pode se jogar fora, mas uma ou outra você abraça com veemência.

E VIVA A DEMÊNCIA MUSICAL!

ao som de Cartola Grande Deus

setembro 1, 2007 Posted by | math rock, Satanique Samba Trio, Trilobit | 2 Comentários