Amigos, amigos….música a parte

irmãos?

Sempre achei o Mika o irmão caçula perdido do Zéu Britto…..

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Zéu Britto

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O irmão libanês

agosto 26, 2007 Posted by | Mika, Zéu Britto | 1 Comentário

É nórdico, é pop, tem vocalista loirinha, tem cara barbado……

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Mas não….não é o Cardigans. Você pode até confundir ao ver os vídeos da banda, e as coincidências vão até certo ponto, porque a banda acima é de Helsinki, Finlândia, e tem o curioso nome de Husky Rescue, bem apropriado pra quem mora naquelas bandas geladíssimas. Eles formaram o grupo em 2002, têm dois discos na bagagem: Country Falls (2004) e “Ghost is not Real”, lançado esse ano por um gravadora independente, a Catskills Records. O Husky Rescue faz um pop gostosinho bem parecido com o Cardigans (de novo?!), com grandes influências de um estilo musical que o pessoal ocasionou chamar de Ambient, muitas vezes classificados também como Downtempo, embora a banda não utilize muitos recursos eletrônicos, mas criam o ambiente com sintetizadores, guitarra, baixo e bateria, tudo analógico, além da doce voz da vocalista Reeta-Leena Korhola.

Você, leitor, já deve ter visto um clipe nas madrugadas da emetevê, gravado toscamente em VHS, com uma bandinha tocando em um campo aberto, com um monte de adolescentes dançando até o amanhecer, e eve ter se perguntado: “ué, o Cardigans (outra vez?!?!?) voltou a fazer musiquinhas pop fofinhas?”…..não meu caro, você viu o clipe de Nightless Night, terceiro single do segundo disco deles, Ghost is not Real.

Em tempos de dancinhas ridículas em frente a TV, esse clipe é bastante interessante e diferente, em questões técnicas e de roteiro. A banda ainda tem mais três ou quatro videoclipes a disposição….só procurar no You Tube, mas o clipe que mais chama atenção é o referido acima. Se você não tem saco pra youtube, googlevids ou outros, pode ligar a televisão de madrugada, que sempre passa na programação da Music (?!?) Televison brasileira….imagina, você tem insônia, vê o clipe, dança as coreografias, cansa e depois vai dormir…..taí uma ótima dica.

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Mas falando do álbum que contém Nightless Night. Como eu já disse, ele foi lançado por uma gravadora independente, no início desse ano de 2007, e conta com dez músicas. Ghost is not Real é um álbum bastante gostoso de se ouvir, com canções bem-feitas, com um certo ar de “viagem musical”, muito por conta das ambientações organizadas pelos instrumentistas, mas a vocalista manda muito bem, com um voz doce e bem-postada, bem ao modo de Nina Persson e Isobel Campbell. Vale a pena escutar, mesmo que você ache que é um resquício de uma banda sueca famosa, mesmo que você ache que grandes vocalistas atuais são Regina Spektor, Amy Winehouse e Feist…..além do que um pouco de doçura não faz mal a ninguém.

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link do álbum “Ghost is Not Real”

/ao som de Black Francis“Lolita”

agosto 26, 2007 Posted by | Cardigans, Feist, Husky Rescue, Nightless Night, Uncategorized | 1 Comentário

TIM Festival anuncia programação completa

A organização do TIM Festival anunciou hoje (dia 21) a programação completa da edição de 2007. O festival acontecerá em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Vitória), com um total de 39 artistas, acontecendo entre os dias 25 e 29 de outubro. O preço dos ingressos e os pontos de venda ainda serão anunciados.

A novidade fica por conta dos nomes dos palcos no Rio de Janeiro, por exemplo, temos o palco “Novas Divas”, onde se apresentarão Cat Power, Feist e Cibelle.

Aqui a programação completa:

RIO DE JANEIRO – Marina da Glória
26 de outubro (sexta-feira)

Palco: Jazz US (20h)
Joe Lovano Nonet – Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson – Cecil Taylor – Conrad Herwig’s Latin Side Band

Palco: TIM Volta (20h)
Antony and The Johnsons – Björk

Palco: Novas Divas (22h30)
Katia B – Cibelle – Feist – Cat Power and Dirty Delta Blues

Palco: Novo Rock UK (23h30)
Hot Chip – Arctic Monkeys

Palco: Novo Rock BR (1h)
Vanguart – Montage – Del Rey

27 de outubro (sábado)
Palco: Euro Jazz (20h)
Eldar – Roberta Gambarini Quartet – Sylvain Luc Quartet -Stepano Di Battista Quartet

Palco: Novo Rock US (20h)
Juliette and The Licks – The Killers

Palco: TIM Cool (22h30)
Projeto Axial – ‘Winona’ featuring Craig Armstrong and Scott Fraser – cirKus com Neneh Cherry

Palco: TIM Festa / TIM na Pista (1h)
Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo – MOO – Guab

Palco: TIM Festa / TIM Disco House (1h)
Lindstrøm – Toktok

Palco: TIM Festa / Funk Mundial (1h)
MC Gringo – Daniel Haaksman – DJ Sandrinho – Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden – Diplo – DJ Marlboro

Palco: TIM Festa / TIM Mash Up (1h)
Spank Rock – Girl Talk
 
SÃO PAULO – Auditório Ibirapuera
25 de outubro, quinta-feira, 20h30
Toni Platão – Cat Power and Dirty Delta Blues – Antony and the Johnsons

26 de outubro, sexta-feira, 20h30
Eldar – Roberta Gambarini Quartet – Sylvain Luc Quartet – Stepano Di Battista Quartet

27 de outubro, sábado, 20h30
Katia B – Cibelle – Feist

28 de outubro, domingo, 20h30
Joe Lovano Nonet – Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson – Cecil Taylor – Corad Herwig’s Latin Side

29 de outubro, segunda-feira, 20h30
‘Winona’ featuring Craig Armstrong and Scott Fraser – cirKus com Neneh Cherry

SÃO PAULO – The Week (TIM Festa)
26 de outubro, sexta-feira, 23h
Girl Talk – Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden – Daniel Haaksman – Lindstrøm – Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo

SÃO PAULO – Arena Skol Anhembi
28 de outubro, domingo, 18h30
Spank Rock (18h30) – Hot Chip (19h30) – Björk (21h) – Juliette and the Licks (23h) – Arctic Monkeys (0h) – The Killers (1h)

VITÓRIA – Teatro UFES27 de outubro, sábado, 20h30
Paulo Moura e Samba de Latada – Joe Lovano Nonet

29 de outubro, segunda-feira, 20h30
Eldar – Roberta Gambarini Quartet

agosto 21, 2007 Posted by | Arctic Monkeys, Bjork, Feist, TIM Festival | 1 Comentário

Butthole Surfers – “Electriclarryland”

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(Artigo retirado do site Mondo Bizarre)

BUTTHOLE SURFERS
REGRESSO AO PASSADO?

A banda mais infame e incompreendida dos “anais” do rock underground americano está de regresso. Depois de uma arreira promissora nos anos 80, onde atingiram o auge da estranheza e da depravação, na derradeira década do Séc. XX, a originalidade que sempre caracterizou os Butthole Surfers desvaneceu-se. 2001 lança-os numa nova odisseia musical.

As primeiras sementes foram lançadas em 1977, quando o testa-de-ferro Gibby Haynes, filho de uma estrela de programas televisivos para crianças chamado “Mr. Peppermint”, conheceu o guitarrista Paul Leary na Universidade. Quatro anos depois, formaram os dois a banda Ashtray Baby Heads, que pouco depois mudou para Nine Foot Worm Makes Home Food. O nome Butthole Surfers surgiu devido ao engano de um locutor de rádio, que tomou o título de uma das primeiras canções pelo nome da banda. Em 1981, assinaram pela Alternative Tentacles de Jello Biafra, e em 1983 nascia o álbum de estreia: “Brown Reason to Live”. O mesmo ano em que os bateristas King Coffey e Theresa Nervosa aderiam à causa.

Os Butthole Surfers tornaram-se desde logo famosos nos meios alternativos pelos seus concertos bizarros, que cruzavam dançarinas nuas com imagens de operações de mudança de sexo. O EP de 1984, “Live PCPPEP”, é o exemplo da energia gasta pela banda ao vivo. Pouco depois, veio a mudança para a editora de Chicago Touch and Go e o período mais interessante dos cerca de 20 anos de vida da banda. Entre 1985 e 1989, foram editados “Psychic…Powerless…Another Man’s Sac”, “Cream Corn From the Socket of Davis” (EP), “Rembrandt Pussyhorse”, “Locust Abortion Technician”, “Hairway to Steven”, “Widowermaker” (EP) e “Double Live Album” (edição de autor). O novo baixista Jeff “Tooter” Pinkus e os efeitos vocais de Haynes agravaram o psicadelismo da música, a originalidade na abordagem ao rock e a experimentação sem compromissos. Temas como “American Woman”, “Moving to Florida”, “Swatloaf”, “Graveyard”, “John E. Smoke” etc., etc. tornaram os Butthole Surfers numa banda incontornável, tanto como, e só para citar dois exemplos, os Big Black e os Sonic Youth.

Após uma década recheada, os Butthole Surfers desapareceram sem razão aparente, para reapareceram em 1991 na Rough Trade, com “Pioughd”, que mantém a mesma qualidade e inconstância dos registos anteriores, apesar de algo desconsiderado pela crítica. Para muitos, o grande choque veio em 1992, com o contrato assinado com a Capitol Records, uma major que quase destruiu a banda. O resultado foi “Independent Worm Saloon” (1993) um álbum de rock previsível, produzido pelo ex-Led Zeppelin John Paul Jones, com algumas boas malhas, mas pouco mais que isso. Apesar dos problemas e de uma segunda desaparição, a banda ainda lançou “Electriclarryland” na Capitol, em 1996. Mais interessante que o anterior, mesmo assim os Butthole Surfers continuavam alheados do poder musical demonstrado anos antes. E até conseguiram produzir um sucesso comercial com um tema quase trip-hop “Pepper”. Nestes anos, são mais dignos de registo os trabalhos paralelos de Gibby Haynes na banda P (com o actor Johnny Depp) e de King Coffey nos Drain e na editora Trance Syndicate.

Após uma terceira desaparição, esta de 5 anos e motivada por complicados desentendimentos legais com a Capitol, os Butthole Surfers parece que voltaram para ficar em 2001. Haynes, Leary e Coffey, agora acompanhados pelo baixista Nathan Calhoun, aperceberam-se (a tempo?) de que a partir do momento que a banda se tinha tornado num projecto economicamente viável, deixou de fazer sentido. O resultado da mudança de atitude foi uma nova editora (Hollywood Records) e uma nova abordagem sonora (“Weird Revolution”). Aqueles que se renderam ao som mais rock, e de certo modo mainstream, dos 2 últimos álbuns vão ficar desiludidos. Isto porque de facto os Butthole Surfers revolucionaram o seu som. Regressaram ao experimentalismo, começando cada tema sem saber como é que ele acabaria, um pouco no espírito dos álbuns produzidos nos loucos anos 80. Contudo, o produto final é diferente de tudo aquilo que a banda fez até à data. Mais electrónico, mais computadorizado e até por vezes dançável. “Dracula from Houston” e “Get Down” são bons exemplos. Segundo os próprios músicos, “Weird Revolution” reflecte a música que têm ouvido nos últimos anos, a qual tem passado mais pela cultura DJ do que pelo rock. O nome do disco nasceu na mente tortuosa de Gibby Haynes, que se inspirou na retórica da revolução negra de Malcolm X, para transformá-la numa revolução boémia para o novo milénio. Aliás as referências à mortalidade e à espiritualidade são constantes nas letras de Haynes, cuja voz está mais presente que em discos anteriores.

Os Butthole Surfers acabam por ser um cruzamento da América profunda e da América cosmopolita, pelo que tudo é possível esperar desta banda. “Weird Revolution” é o último passo. Pode não ser aquele que esperávamos, mas tem a vantagem de não entrar à primeira. E as audições seguintes revelam algumas surpresas. De uma coisa podemos ter a certeza: não vamos ficar tanto tempo sem notícias do olho do cu.

Vasco Durão (Mondo Bizarre #9)

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O álbum de hoje para baixar é o da capa acima, o “Electriclarryland”.  Foi com esse álbum que o Butthole Surfers chegaram às paradas americanas, com o single “Pepper”. Esse disco saiu em 1996 pela major americana Capitol Records, sendo produzido por John Paul Jones…..sim sim sim….o baixista do lendário Led Zeppelin. “Electriclarryland” não é provavelmente o melhor disco dos Surfers, mas mostra o humor negro, ácido, corrosivo e anti-estabilishment da banda.

Aqui embaixo você encontra o link para download das músicas dese álbum:

Butthole Surfers – Electriclarryland

 Recomendado para quem:

gosta de Mechanics (banda goiana), nostálgicos dos anos 90 e afins.

agosto 16, 2007 Posted by | Butthole Surfers | 1 Comentário

As contradições do “mundo indie”

Tá certo que “gosto é que nem cu, cada um tem o seu”. É bem verdade também que podemos gostar de uma sonoridade e não gostar de outra. OK OK, dentro de um estilo temos nossa banda preferida e aquela que é uma “bosta”, mas o que eu vejo por aí, de pessoas falando, escrevendo e comentando me deixa com “a pulga atrás da orelha”.

Existem três tipos de roqueiros: os que veneram o post-rock, mas não sabem porra nenhuma de nada; tem aqueles que gostam, adoram post-rock e sabem muito bem do que estão falando e tem aquelas que odeiam post-rock. Bem, a última categoria é aceitável, mas gostar gostar de uma banda e desgostar de outra que praticamente faz um determinado tipo de som é inaceitável, no mínimo digno de repreensão. Essas incongruências paradoxais que me irritam.

Então, Mogwai é chato “pra caralho”, mas Fóssil (banda cearense que emula..ops…é influenciada pelos escoceses) é “legal demais”. Se os caras do Fóssil não forem influenciados pelos “pedantes” do  Godspeed You! Black Emperor, ou melhor, se um dos cearenses não gostarem da referida banda ou pelo menos desconhecerem a existência da mesma, eu paro de escrever sobre música nesse blog. Não tenho nada contra os caras do Fóssil, gostei muito da apresentação deles no Goiânia Noise Festival, o que me deixa “virado” são pessoas não gostarem de Mogwai e gostarem de Fóssil, onde uma é mãe da outra.

Da mesma forma é achar o máximo o “math rock”, parece que essa é a nova ondinha dos hypes goianos que descobriram que existe rock instrumental (não do tipo “firulas” de guitarristas e bateristas) e sai pelos quatro cantos entoando mantras sobre The Battles (banda do ex-Helmet John Stainer) e a sensação do último Noise, a banda Debate (relações com os nomes dos grupos não deve ser mera coincidência). Diga-se de passagem, que a “novo estilo-sensação” é mais antigo que muito roqueirinho alimentado com todinho.

Dizer que uma certa banda goiana “emula bem primitvamente” coisas chatas como bandas canadenses e escocesas de post-rock, é desconhecer a trajetória de uma banda que faz um estilo único aqui, nessa Goiânia “Rock” City. Ver um único show do referido grupo (que na verdade foi uma bosta mesmo) e já tirar uma conclusão constituída de duas linhas de frase, com o intuito de denegrir (que é um elogio, de fato) é desconhecer o cenário independente goiano, e mais ainda, desconhecer o cenário independente americano e europeu.

Não entrarei no mérito da questão dos motivos de gostar de uma banda e desgostar de outra de estilos idênticos, mas pra mim, isso é burrice musical. E se achouo “math rock” legal, vai estudar um pouco, ler, saber das coisas….a Wikipedia existe pra isso, não custa nada pesquisar antes de dizer aguma coisa. Eu entendo que os seres humanos são paradoxais, até eu, mas tem coisas que ficam muito na cara, nem pra disfarçar um pouco.

Vão ouvir Hurtmold, Explosions in the Sky, Objeto Amarelo, Shellac, Pele, Polvo, Dianogah, Toe, Tortoise, Pelican, Kinski e tantas outras bandas nacionais e internacionais. Estudem o que é minimalismo, avant-garde, krautrock e Vanguarda Paulista. Tentem saber quem pelo menos é e foi Steve Reich, Stockhausen e John Cage, não façam feiúra, “pelamordedeus”. Tá em tempo né…porque vem aí um dos expoentes da Vanguarda Paulista e um dos grupos seminais do celebrado “math rock”, a Patife Band.

agosto 11, 2007 Posted by | fóssil, Godspeed You! Black Emperor, math rock | Deixe um comentário

Que Deus te abençoe, Imperador Negro (da chatice?)

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 O Godspeed You! Black Emperor é uma banda canadense de Post-rock formada em Montreal, fundada nos idos de 94. O grupo tem no mínimo vinte integrantes, que em alguns shows pode ser reduzido a nove no palco, contando com vários instrumentos além do comum “baixo-guitarra-bateria”, que incluem violinos, violencelos, naipe de metais e até o Glockenspiel, um xilofone mais requintado. Com cinco discos na carreira (sendo um EP), além de duas compilações, o Gy!be (chamado assim pelos seus integrantes e fãs) é uma banda influenciada pelas várias vertentes do rock (punk, rock progressivo), além da música clássica, jazz e o movimento cultural Avant-garde.

 O Godspeed You! Black Emperor vai além de uma banda “chata” de pós-rock. É uma orquestra apocalíptica que se utiliza de várias vertentes culturais e joga tudo num caldeirão, explodindo nos seus discos e shows. Eles flertam com novos idéias de entretenimento, tanto que em muitas de suas músicas, eles colocam samplers e gravações de pessoas falando, dando entrevistas, recitando poesias, além de efeitos sonoros (como um barulho de locomotiva). Prova disso é a música “Providence”, onde durante a música pode-se escutar um “preacher man” com sua pregação apocalítpica, ou em “Blaise Bailey Finnegan III”, que tem excertos de uma entrevista com o homem de mesmo nome.

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Se o “Juízo Final” tivesse uma trilha sonora, seria qualquer disco do GY!BE. Eles nos mostraram no final da década de 90 e na entrada do novo milênio que o rock como conhecíamos morreu, e que a salvação não era a música eletrônica emergente, mas sim uma outra forma de música e entretenimento, colocando influências diversas e fazendo uma coisa totalmente diferente.

Nos links abaixo vocês poderão sentir um pouco o que é o Godspeed You! Black Emperor.

No primeiro, vocês podem ouvir e fazer download de 6 músicas do grupo canadense.

Do álbum “debut”, F♯A♯∞ , temos  “The Dead Flag Blues” e “Providence”. Do EP Slow Riot for New Zerø Kanada, “Blaise Bailey Finnegan” e do último disco, Yanqui U.X.O., “Rockets Fall On Rocket Falls”. Há também músicas que saíram em compilações e raridade como “A Silver Mount Zion” e “Hung Over as the Queen in the Maida Vale”

Avulsas do GY!BE

No segundo link, vocês encontrarão o disco Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven.

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Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven (2002)

O “Godspeed…” é uma banda de rock um pouco incomum. Fato disso são as músicas, pois além de colocar efeitos sonoros e excertos de falas, as próprias são muito longas, sendo q ue algumas chegam a beira dos trinta minutos. Uma idéia que eles pegaram da música erudita é a fragmentação de uma música em vários trechos menores, chamados de “movimentos”. O disco “Lift Your Skinny Fists…” só tem quatro músicas, mas tem quase noventa minutos de duração e é duplo. Todas as quatro músicas foram fragmentadas e cada movimento tem um título. Abaixo você pode ver o título e o subtítulo das músicas na sua ordem:

Disc one

  1. “Storm” – 22:32
    • “Lift Yr. Skinny Fists, Like Antennas to Heaven…” – 6:15
    • “Gathering Storm/Il Pleut à Mourir [+Clatters Like Worry]” – 11:10
    • “‘Welcome to Barco AM/PM…’ [L.A.X.; 5/14/00]” – 1:15
    • “Cancer Towers on Holy Road Hi-Way” – 3:52
  2. “Static” – 22:35
    • “Terrible Canyons of Static” – 3:34
    • “Atomic Clock.” – 1:09
    • “Chart #3” – 2:39
    • “World Police and Friendly Fire” – 9:48
    • “[…+The Buildings They Are Sleeping Now]” – 5:25

Disc two

  1. “Sleep” – 23:17
    • “Murray Ostril: ‘…They Don’t Sleep Anymore on the Beach…'” – 1:10
    • “Monheim” – 12:14
    • “Broken Windows, Locks of Love Pt. III.” – 9:53
  2. “Antennas to Heaven” – 18:57
    • “Moya Sings ‘Baby-O’…” – 1:00
    • “Edgyswingsetacid” – 0:58
    • “[Glockenspiel Duet Recorded on a Campsite In Rhinebeck, N.Y.]” – 0:47
    • “‘Attention…Mon Ami…Fa-Lala-Lala-La-La…’ [55-St. Laurent]” – 1:18
    • “She Dreamt She Was a Bulldozer, She Dreamt She Was Alone in an Empty Field” – 9:43
    • “Deathkamp Drone” – 3:09
    • “[Antennas to Heaven…]” – 2:02

Bom…..se vocês acham que o Radiohead ou o Flaming Lips são os originais, que elevaram a música a um outro patamar, que sintetizaram o espírito decadente do fim dos anos 90….bem…então….vocês precisam rever seus conceitos musicais.

Em tempo…..o nome da banda veio de um filme japonês homônimo, de 1976.

Outra nota…..a música  “Hung Over as the Queen in Maida Vale” é uma junção de dois movimentos, “Monheim e “Chart #3”, e foi gravada no programa de rádio “John Peel Sessions”, da BBC inglesa.

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agosto 10, 2007 Posted by | Godspeed You! Black Emperor | 2 Comentários

O belo, o sujo e o personagem de Camus no cerradão goiano

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“Limpeza e destruição. Construção, bomba e sujeira. Esgotos de pelúcia avec sucos de lata. Rapaduras de lixo, menta, credo-em-cruz e muita abelha. Losma por toda parte, até nas caveiras de cristo espalhadas pelo hotel. Pedaços-de-madeira-empunhados-por-homens não nos devem comover mais. Poesia barata, poesia rato, arte abstrata, artesanato também não. No futuro, não estaremos mais aqui com a madeira, porque banda só faz sujeira e deixa cagar.”

É assim que a banda Mersault e a Máquina de Escrever se resume no “about” do no myspace deles, mas ao meu ver, eles são muito mais do que isso. Formado nos idos de 2000, com uma proposta diferente das bandas vigentes no cenário underground goianiense (hard rock, garagem, punk, hardcore e metal), a “Mersault….” sempre se manteve como uma banda obscura, mesmo caindo no gosto dos “cults” (e/ou pseudo-cults) da capital goiana, mesmo fazendo shows marcantes e participando dos festivais importantes da cidade. E mesmo com o cenário atual inundado de bandinhas de hard-rock, stoner e garage rock(porque é isso que faz sucesso aqui), a “Mersault e a Máquina de Escrever” continua com seu estilo único e desenfreado, vivendo e sobrevivendo graças à originalidade e espontaneidade de seus integrantes e de sua música.

 Mas o que faz essa banda diferente das outras?

Simplesmente porque a proposta desses caras vai além da música. Cinema, arte, literatura, televisão, personagens bregas, cults e intelectuais fazem parte da idéia da banda. O próprio nome é derivado do personagem principal de O Estrangeiro, romance do escritor e filósofo Albert Camus. Alia-se isso à composições que mostram o lado surreal, sujo e boquirroto da humanidade entremeadas com melodias simples, belas e bem construídas. Muita gente já comparou a banda com Los Hermanos, mas “Mersault..” vai além das guitarras “clean” dos barbudos, é mais ácido, é mais paradoxal, é uma confusão proposital, que faz o ouvinte se encantar com as harmonias, mas fazer uma careta pra verdade esquizóide das letras.

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Sem “macaquices”, nem entretenimento público, muito menos faces pintadas e “showmen”….apenas alguns elementos culturais postos no palco e a MÚSICA, faz com que você se apaixone ou odeie a banda, puramente por causa da simplicidade e te garanto que inerte ou a parte você não ficará quando ouvir ou ver o show.

A Mersault… não é daquelas bandas que ficarão pra “história mainstream”, ela sempre se manterá underground e obscura, justamente por fazer um som que a maioria incompreende. Só depois de uns dez ou vinte anos, alguém pegará uma mp3 deles, colocará no Ipod, ouvirá e dizer “CARALHO”, e aí irá montar uma banda de garagem. E se essa banda fizer sucesso, o cara que ouviu uma música da Mersault, irá colocar como influência…e só aí que prestarão atenção no som antigo, mas não datado do grupo. Isso aconteceu com várias bandas por aí e sempre acontecerá. Enquanto isso não acontece, viva a obscuridade goiana, Mersault e a Máquina de Escrever.

http://rapidshare.com/files/46459391/Mersault_e_a_M_quina_de_Escrever.rar

No link acima você encontrará algumas músicas desse quinteto, que atualmente é um quarteto. Lançaram um cd “full” pelo selo goiano Two Beers or not Two Beers, chamado “Quinta”, desse disco, selecionei Robô, Joaquina, Domus não é Whisky, Carol Largada, Pão-de-Ló, Cowboy de Drogaria e Doce de Cavalo. Recentemente, eles vieram com um EP, chamado “Ladrão de Brinquedos”, que contém quatro músicas: Ladrão de Brinquedos, Prostituto, Robot Meu Amor e Joaquina (essas duas últimas, regravações).

Aproveitem

agosto 2, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário